[...] Ela é uma mulher que dança, e que deixaria de ser mulher divinamente, se o salto que fez, pudesse obedecê-lo até as nuvens. Mas como não podemos ir ao infinito, nem no sonho nem na vigília, ela, de modo semelhante, reconverte-se sempre a si mesma; deixa de ser floco, pássaro, idéia; - de ser enfim tudo o que a flauta quis que ela fosse feito, pois a mesma Terra que a mandou a convoca, e entrega-a toda palpitante à sua natureza de mulher. [...] *
Paul Valéry. In: A alma e a dança
* Diálogo no qual Sócrates declara que para a alma só há dois remédios: a verdade e a mentira, e que eles se integram mutuamente. Para completar essa idéia, compara a vida a uma mulher que dança.
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