— Que é que você está fazendo, perguntou tranqüila.
— Podando a roseira brava.
— A roseira não assusta você? perguntou suave. (...)
— Esta não: esta tem espinhos.
Vitória franziu as sobrancelhas:
— E que diferença faz se tem espinhos?
— É que só tenho medo, disse Ermelinda com certa voluptuosidade, quando uma flor é bonita demais: sem espinhos, toda delicada demais, e toda bonita demais.
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Clarice Lispector. In: A Maçã no Escuro
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