terça-feira, 13 de janeiro de 2026

cada ser tem sonhos a sua maneira

 



Corre calma Severina noite

De leve no lençol que te tateia a pele fina

Pedras sonhando pó na mina

Pedras sonhando com britadeiras

Cada ser tem sonhos a sua maneira

Cada ser tem sonhos a sua maneira


Corre alta Severina noite

No ronco da cidade, uma janela assim acesa

Eu respiro o teu desejo

Chama no pavio da lamparina

Sombra no lençol que tateia a pele fina

Sombra no lençol que tateia a pele fina


Ali, tão sempre perto e não me vendo

Ali sinto tua alma flutuar do corpo

Teus olhos se movendo sem se abrir

Ali, tão certo e justo e só te sendo

Absinto-me de ti, mas sempre vivo

Meus olhos te movendo sem te abrir


Corre solta Suassuna noite

Tocaia de animal que acompanha sua presa

Escravo da sua beleza

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

Daqui a pouco o dia vai querer raiar


Ali, tão sempre perto e não me vendo

Ali sinto tua alma flutuar do corpo

Teus olhos se movendo sem se abrir

Ali, tão certo e justo e só te sendo

Absinto-me de ti, mas sempre vivo

Meus olhos te movendo sem te abrir


Corre solta Suassuna noite

Tocaia de animal que acompanha sua presa

Escravo da sua beleza

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

Daqui a pouco o dia vai querer raiar


Compositores: Pedro Luis Teixeira De Oliveira / Luiz Filho

sábado, 10 de janeiro de 2026

depois de amanhã




O que o tempo vai falar de nós

Quando o dia amanhecer?

Que dirão cortinas e lençóis, os beijos sem iguais

Quando a história se escrever?

Que cinema vai falar de nós

Quem vai nos interpretar?

Quantos livros vão arder para nos contradizer

Quando a noite arrebentar?

Depois de amanhã

Depois de amanhã, depois

Depois de amanhã

Depois de amanhã, depois


O que o tempo vai falar depois

Dessa cama naufragar?

Dos espelhos refletirem sons, do chão se partir em dois

Da poeira espantar?

Que lembranças vão sobrar de nós

Se não há como adiar?

Não há como te expirar de mim

Nem respirar o bastante pra estender esse fim

Depois de amanhã

Depois de amanhã, baby, depois de amanhã

Depois de amanhã, depois de amanhã


Catto - Depois de amanhã