"As palavras proferidas pelo coração não têm língua que as articule. Retém-nas um nó na garganta e só nos olhos é que se pode ler."José Saramago
domingo, 30 de agosto de 2009
Palavras do Coração
sábado, 29 de agosto de 2009
O que quer uma mulher
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Saudade
Zeca Baleiro - Comigo
"Você vai comigo aonde eu for
Você vai bem, se vem comigo
Serei teu amigo e teu bem
Fica bem, mais fica só comigo"
sábado, 22 de agosto de 2009
Abnegação
Eu tinha por ti amor
eu tinha por ti amor
e ainda não havia lido
nem escrito nem vivido nada igual
eu tinha por ti um sentimento
que não havia sido previsto, intuído
não havia sinal de reconhecimento
por isso ainda deixo a porta aberta
não entra você, entra o vento
todo amor desconhecido
precisa se entender com o tempoMartha Medeiros. In: Poesia Reunida
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Frágil
"Toda felicidade é uma obra prima: o menor erro a deturpa, a menor hesitação a altera, a menor deselegância a estraga, a menor tolice a embrutece."
Pitty - Me Adora
Que você me adora..."
Não sou fã da Pitty, mas devo admitir que essa música é bem legal. Tem algo de jovem guarda... :)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Duas lágrimas
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
A delicadeza da alegria
"E que eu não esqueça, nessa minha fina luta travada, que o mais difícil de se entender é a alegria. Que eu não esqueça que a subida mais escarpada, e mais à mercê dos ventos, é sorrir de alegria. E que por isso e aquilo é que menos tem cabido em mim: a delicadeza infinita da alegria. Pois quando me demoro demais nela e procuro me apoderar de sua levíssima vastidão, lágrimas de cansaço me vêm aos olhos: sou fraca diante da beleza do que existe e do que vai existir."Clarice Lispector. In: A Descoberta do Mundo
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Delícia
Dedicado a Você
Vem, se eu tiver você no meu prazer
Se eu pudesse ficar com você
todo momento, em qualquer lugar
Ah, se no desejo você fosse o amor
Durante o frio, fosse o calor
Na minha lua, você fosse o mar
Vem, meu coração se enfeitou de céu
Se embebedou na luz do teu olhar
Queria tanto ter você aqui!
Ah, se teu amor fosse igual ao meu
Minha paixão ia brilhar, e eu
Completamente ia ser feliz!
[Voz: Zizi Possi / Composição: Dominguinhos e Nando Cordel]
domingo, 16 de agosto de 2009
Às vezes, não vale a pena
sábado, 15 de agosto de 2009
Profissão de Febre
quando chove, eu chovo,
faz sol, eu faço,
de noite, anoiteço,
tem deus, eu rezo,
não tem, esqueço,
chove de novo, de novo, chovo,
assobio no vento, daqui me vejo,
lá vou eu, gesto no movimento.
[Paulo Leminski]
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Em busca do prazer
Clarice Lispector. In: Uma aprendizagem ou O Livro dos Prazeres
Eu sou essa pessoa a quem o vento chama
Eu sou essa pessoa a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.
Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza:
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
já de horizontes libertada, mas sozinha.
Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.
Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:
Agora és livre, se ainda recordas.
[Cecília Meireles]
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Arte e cotidiano
Que seja doce
"[...] Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. [...]"Caio Fernando Abreu. In: Os dragões não conhecem o paraíso
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Da amizade
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Da esperança
domingo, 9 de agosto de 2009
Ela não queria que ele a visse chorar...
— Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
— Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
— Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
— É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
— Mas o vento...
Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor. [...]
Em seguida acrescentou:
— Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa..."
Canção do vento e da minha vida
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
E as amizades…
O vento varria as mulheres…
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos…
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.[Manuel Bandeira. In: Lira dos Cinquent’anos]
sábado, 8 de agosto de 2009
Sempre
Caio Fernando Abreu. Paisagens em movimento. In: Pequenas Epifanias
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Os Pais - Gilberto Gil
Os pais, os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais
Por isso não acham nada demais
Na semi-nudez de todos os carnavais
E na beleza estonteante e tão natural
Da moça que expressa no andar provocante
A força ondulante da sua moral
Amor flutuante acima do bem e do mal
Os pais, os pais
Estão preocupados demais
Com medo que seus filhos caiam nas mãos dos narco-marginais
Ou então na mão dos molestadores sexuais
E no entanto ao mesmo tempo são a favor das liberdades atuais
Por isso não podem fugir do problema
Maior liberdade ou maior repressão
Dilema central dessa tal de civilização
Aqui no Brasil sob o sol de Ipanema
Na tela do cinema transcendental
Mantem-se a moral por um fio
Um fio dental!
[Composição: Gilberto Gil / Jorge Mautner]
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Além das aparências
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.'
[Cecília Meireles]
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Inimigos Públicos
Parece estranho, mas personagens fora-da-lei costumam provocar fascínio nos fãs de cinema. É o que fica comprovado em ‘Inimigos Públicos’. O filme conta um pedaço da história de John Dillinger (Johnny Depp), um dos maiores assaltantes a banco dos EUA. Depp – numa excelente atuação - cria um Dillinger multifacetado. O criminoso que realiza grandes assaltos, com habilidades geniais de enganar a polícia é, ao mesmo tempo, um bon-vivant com porte atlético, carisma, um homem fascinado pela beleza da vida e de seu amor, a bela Billie Frechette (Marion Cotillard). Trata-se da romantização de um criminoso implacável, que brinca com a polícia, mas que é capaz de assaltar um banco sem levar um centavo dos clientes.
Para tentar detê-lo, a polícia conta com o agente Melvin Purvis (Cristian Bale), que tem bem claro o seu objetivo: pegar a todo custo o famoso bandido.
Embora seja este um tema fartamente abordado pelo cinema norte-americano, Mann cria uma visão fora do convencional. As posições das câmeras e o jogo de imagens nas cenas de ação ficaram bastante realistas. O som alto dos tiros é explorado à exaustão, o que incomoda um pouco, mas com a câmera na mão, o diretor dá ao expectador a sensação de fazer parte da cena. O filme apresenta a união entre ótimas atuações e um visual excelente. Através de trajes, carros e ruas típicas da época consegue recriar o ambiente pós-crise de 1929.
A bela trilha sonora ajuda a compor o clima envolvente.
(‘Inimigos Públicos’ - Título original: Public Enemies - EUA - 2009 - Direção: Michael Mann - Com Johnny Depp, Cristian Bale, Marion Cotillard)
* Trata-se de uma pseudo-crítica, obviamente sem a qualidade de uma crítica profissional e especializada.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Preciso tanto...
"Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto..."
domingo, 2 de agosto de 2009
A gente perde ou esquece...
Caio Fernando Abreu. Apenas uma maçã. In: O inventário do ir-remediável

