— Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
— Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
— Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
— É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
— Mas o vento...
Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor. [...]
Em seguida acrescentou:
— Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa..."
Antoine de Saint-Exupéry. In: O Pequeno Príncipe
E eu não sei disso...rs
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