Tu que vives e passas, sem saber
O que é a vida nem porque é, que ignoras
Todos os fins e que, pensando, choras
Sobre o mistério do teu próprio Ser,
Não sofras mais à espera das auroras
Da suprema verdade a aparecer:
A verdade das cousas é o prazer
Que elas nos possam dar à flor das horas...
Essa outra que desejas, se ela existe,
Deve ser muito fria e quase triste,
Sem a graça encantada da incerteza...
Vê que a Vida afinal, - sombras, vaidades -
É bela, é louca e bela, e que a Beleza
É a mais generosa das verdades...
Sabedoria. Raul de Leoni.
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