domingo, 29 de outubro de 2023

uma plenitude mansa que acendeu a chama




Houve um tempo em que eu chorava quase todo dia
Dando linha a uma vida extremamente chata
Com a vontade disponível de não existir

Houve um tempo em que eu morava com minha tristeza
Era amigo e confidente das manhãs sem Sol
Prisioneiro de mim mesmo, sem poder fugir

De repente o infinito de uma coisa boa
Começou devagarinho a orbitar em mim
Como num conto de fadas dos irmãos grimm

Era um universo puro de uma pessoa
Que me viu um mundo morto portador de vida
Como um beija-flor perdido no próprio jardim

Era um momento claro de fazer saudade
Um encontro do destino com a felicidade
Formidáveis primaveras de estações sem dor

Parecia uma chance pra nascer de novo
Uma plenitude mansa que acendeu a chama
De incontáveis alegrias vindas do amor

Foi assim que eu mergulhei no mar daquele afeto
Esquecendo a fé sem rosto do meu peito inquieto
Vendo os seios sobre a mesa que jorravam mel
E ouvindo interjeições de sentimentos puros
Investi nas sensações de emoções sem juros
E ganhei um universo pra chamar de céu

Parecia uma chance pra nascer de novo
Uma plenitude mansa que acendeu a chama
De incontáveis alegrias vindas do amor

Foi assim que eu mergulhei no mar daquele afeto
Esquecendo a fé sem rosto do meu peito inquieto
Vendo os seios sobre a mesa que jorravam mel
E ouvindo interjeições de sentimentos puros
Investi nas sensações de emoções sem juros
E ganhei um universo pra chamar de céu

Ganhei um universo pra chamar de céu
Ganhei um universo pra chamar de céu
Pra chamar de céu
Pra chamar de céu
Ganhei um universo pra chamar de céu
Que jorrava mel...



Erasmo Carlos. Convite Para Nascer de Novo. 
  

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