No amor se estabelece o paradoxo vínculo x liberdade, porque o amante cativa para ser amado livremente. O fascínio é gerador de poder: o poder de atração de um sobre o outro. No entanto, tal 'cativeiro' não pode ser entendido como ausência de liberdade. (...) É fácil observar isso na relação entre duas pessoas apaixonadas: a presença do outro é solicitada na sua espontaneidade, os dois escolhem livremente estar juntos. O amor imaturo, ao contrário, é exclusivista, possessivo, egoísta, dominador. Não é fácil, porém, determinar quando o poder exercido pelo amor ultrapassa os limites. Se a força do amor está na atração que um exerce sobre o outro, em que momento isso se transforma em desejo de controlar, de manipular?
Maria Lúcia de Arruda Aranha. In: Filosofando
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